domingo, 30 de setembro de 2012
O PERDÃO- POR OSCAR CORBO 30/09/12 23:10
"POR MAIS QUE O TRIBUNAL DA VIDA LHE ABSOLVA, VOCÊ ESTARÁ
CONDENADO SE A SUA CONSCIÊNCIA NÃO LHE ABSOLVER"
Perdoar para avançar
A frase acima de autoria de Evandro de Albuquerque me fez refletir sobre a necessidade que temos de perdoar. Como seguir adiante? Como avançar se ficarmos carregando o fardo das culpas do passado, o fardo dos dissabores, as lembranças das injustiças recebidas, ou pior, daquelas cometidas.
A culpa, a mágoa ou o ódio é como um peso enorme ligado a nós como uma cadeia com ferrolho quase que inexpugnável. Impede o livre avanço, nos deixa preso ao passado, nos cega às oportunidades, nos ceifa precocemente o futuro, atrapalha o convívio, enfim, nos limita o viver.
Sabemos que o perdoar não é fácil, mas é necessário para progredirmos, para respirar e dormirmos melhor. Mas, como perdoar, se muitas vezes não podemos nem conviver com o desafeto ou se nunca mais o vimos ou veremos?
A chave que nos livrará desse peso morto é o exercício do perdão: Consiste em olharmo-nos no espelho e falarmos para nós mesmos que nos perdoamos pelos maus pensamentos, pelos ódios, pelo mal que fizemos, pois sabemos que somos seres à procura de luz e calor, muito longe da perfeição e, imperfeitos como somos, tendemos a errar, mas que buscaremos acertar daqui para frente.
Da mesma forma, usando a imaginação, coloquemos nossos desafetos nesse espelho e perdoemos quem nos fez sofrer, quem falou mal de nós, quem nos prejudicou ... Falemos a esses contemporâneos que, talvez, invertidas as posições, por também sermos humanos e falhos, talvez nós agíssemos daquela mesma forma, que o perdoamos e que se também lhe fizemos mal, que nos perdoasse.
Esse exercício é muito bom para livrarmo-nos das mágoas passadas e, em eventuais encontros como esses desafetos, verificaremos que ficará mais leve o ambiente, possibilitando, quiçá, uma reconciliação real (ou pelo menos um convívio respeitoso). Experimente! Perdoar aos outros e a nós mesmos é uma necessidade para se avançar.
Oscar Corbo.’.
(em Porto Alegre, 30.09.2012)
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