quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A MENTIRA- POR OSCAR CORBO 03/10/12 15:49

A mentira

Costuma-se tolerar a mentira em duas situações:

Primeira – Quando é necessário evitar um sofrimento desnecessário e prejudicial, tolera-se e até louva-se a mentira piedosa. Assim, se um profissional da saúde ganha tempo com uma mentira piedosa para dar uma notícia horrível ao paciente esperando que esteja em momento psicológico favorável, dificilmente terá um procedimento ético contra si, pois a verdade, naquele momento, poderia agravar em muito a saúde do paciente. 

Segunda – Por questão de necessidade, onde mentindo se salva um bem maior. Assim, um combatente interrogado que mentiu a posição de seu acampamento salvou a vida de seus colegas.
Fora as duas situações acima, a mentira é um veneno para todos os relacionamentos destruindo o vínculo de confiança, dificilmente passível de retificação.

Para quem recebe a mentira, não há graduações, não há mentirinhas, uma mentira é uma mentira, e pronto. Quando descoberta, enche o ambiente de dúvidas torturantes, produz um gosto amargo que não se dissipa por muito tempo. E para encobrir uma mentira, acaba-se mentindo de novo e de novo, entrando em um círculo vicioso. 

Depois de que o sujeito é pego em uma mentira, perde totalmente a credibilidade e de seus lábios parecem mentiras mesmo as verdades que profere.

A mentira é uma erva daninha no jardim dos relacionamentos, devendo ser extirpada prontamente, sem vacilações.

Oscar Corbo.’.
(em Porto Alegre, 03 de outubro de 2012).

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